CoDeP


Esta valência tem como seu objetivo geral a prossecução da Economia Solidária como elemento gerador de experiências inovadoras com impacto no desenvolvimento social e local e nos processos de coesão territorial, permitindo a criação de novas ideias, novos saberes, novas abordagens e estratégias e cujos resultados ajudem ao aperfeiçoamento das competências genéricas de intervenção nas diferentes e diversas comunidades rurais e urbanas promovendo a sua sustentabilidade.

Paralelamente, procura constituir-se como um parceiro importante das políticas socioeconómicas dirigidas à prevenção e combate à pobreza e exclusão social dos Açores, principalmente quanto ao desenvolvimento de metodologias e estratégias de implementação de projetos de economia solidária e desenvolvimento local e que enquadre o empreendedorismo inclusivo como um elemento de criação de emprego para todos e numa parceria estreita com a AGECTA – Agência para a Coesão Territorial nos Açores, promova a coesão territorial e o apoio a práticas governativas que fazem dos processos colaborativos e da implementação participativa de serviços locais e intervenção direta interdisciplinares, de acordo com as necessidades do(s) território(s) e indo de encontro aos novos paradigmas de intervenção social e territorial.

Através da mobilização e capacitação para a ação e inovação social, pretende-se mobilizar mediadores e agentes locais, com novas estratégias e abordagens na intervenção social, na procura de soluções para uma região mais solidária e simultaneamente mais sustentável e que respondam às necessidades, e aspirações, das comunidades e respetivos territórios. Contribuir para a construção de novas formas de governança em rede…”transformação das relações sociais e de poder”, dando ‘escala humana’ ao desenvolvimento.

A Equipa CoDeP atuará como um facilitador/mediador no estabelecimento de redes e do trabalho em rede, ajudando a criar as condições para que se faça a emergência das ideias e o desenvolvimento das iniciativas, prestando consultoria e oportunidades de formação, aconselhando e motivando para a mudança numa lógica de cooperação e inovação, recorrendo às parcerias entre os diversos agentes económicos e sociais.

O gabinete de Conceção e Desenvolvimento de Projetos – CoDeP pretende se constituir como entidade gestora do projeto PRANCHINHA 23 – Laboratório de Economia Solidária para a Inovação Social.


Laboratório de Economia Solidária para a Inovação Social nos Açores

Pranchinha 23

O Laboratório de Economia Solidária para a Inovação Social propõe-se contribuir para a emergência de projetos de desenvolvimento local, analisando a sua pertinência e a sua adequação aos objetivos do território, colaborando na mobilização de recursos materiais e humanos e de competências endógenas e exógenas, fornecendo a possibilidade de utilização da sua área física, composta por oficinas de experimentação (laboratórios) colaborativa e espaço para realização de eventos e serviços partilhados.

Este projeto constituirá uma rede de entidades parceiras com saberes específicos no âmbito das suas áreas de intervenção, promovendo a sua interação de uma forma articulada e coerente. Pretende-se que através da interação entre peritos e agentes locais se possam desenvolver mais competências técnicas e específicas e maior clarificação e/ou qualificação e/ou abrangência (mercado global) no que diz respeito à sua ‘ideia de projeto num território’ – trabalhada coletivamente: parceiros-peritos-mentores.

Pelo estabelecimento de parcerias, nomeadamente com a CRESAÇOR e com a AGECTA, o Laboratório da Pranchinha 23 propõe-se estabelecer uma “prancha de lançamento” que promova a incubação de iniciativas inovadoras de desenvolvimento local como um dos seus objetivos estratégicos. Assim, numa lógica de empreendimento coletivo e cooperativo da Economia Solidária para a criação de soluções inovadoras que permitam dar novas respostas a problemas sociais prementes, seja na área socioeconómica nos diferentes territórios, seja, numa lógica de intervenção mais transversal, na ligação a outras áreas, conexas ou não, como por exemplo a saúde ou a cultural ou ainda a ambiental (proteção e valorização dos recursos naturais), a procura da satisfação de necessidades prementes para o bem-estar das populações e respetiva promoção da coesão social das comunidades locais de proximidade será o seu maior contributo.


PRINCÍPIOS DE ATUAÇÃO:

i) Capacitação pela experimentação para o desenvolvimento local
De acordo com os objetivos descritos, a Pranchinha 23 funcionará segundo o conceito macaronésio da Economia solidária e de uma filosofia de “fabricação laboratorial” – oficinas colaborativas de experimentação: produtos e/ou serviços; prototipagem e desenvolvimento de produtos e serviços e ideias de projeto, e correlações sociais e comunitárias).
Neste contexto, este espaço será, no seu conjunto, um recurso – ‘laboratorial’ produtivo de diálogo sobre o económico, o social, o cultural, o ambiental e o educacional e formativo, que integra e disponibiliza à comunidade, às instituições públicas e privadas e a todos os agentes locais da região espaços-tipo que servem para a emergência de competências genéricas e específicas do saber – ser, saber –estar e do saber-fazer para o desenvolvimento local. Na Pranchinha 23, são assim promovidas as competências transversais de intervenção territorial para o desenvolvimento local, fundamentais para a viabilidade e sustentabilidade dos projetos. Assim, antes de qualquer investimento formal, os agentes locais têm a oportunidade de testarem as suas ideias, beneficiando de uma regular interação com peritos parceiros, e numa lógica de formação em tempo real vão adquirindo durante o processo de construção dos projetos a capacitação individual, coletiva, institucional, e organizacional essencial para o trabalho nas diferentes comunidades.

ii) Constituição de plataformas de troca e partilha de conhecimento para co-criação e co-operação em projetos:
A Pranchinha 23 será um aglutinador de todos os parceiros públicos e privados, rurais e urbanos, locais e territoriais, regionais e nacionais, europeus e mundiais, criando para isso uma estrutura que permita um trabalho colaborativo e co-operando e co-criando projetos e soluções, para que as organizações a atuar no território possam fazer a ponte com a comunidade, aproveitando e potenciando a capacidade endógena de cada um e as competências exógenas uteis e importantes para a inovação social e territorial. Assim, o espaço estará aberto a parceiros, organizações ligadas à administração pública, organizações não-governamentais, agentes sociais e económicos, a empresas, técnicos, grupos informais e à comunidade onde se insere, com primazia para os grupos em desvantagem socioeconómica, e por isso mais vulneráveis, nomeadamente jovens, desempregados e/ou portadores de deficiência ou incapacidade, com baixas habilitações ou competências formais e índices de empregabilidade reduzida.
Funcionará num contexto de interação e aprendizagem social interpares (reforço das competências transversais dos agentes locais – saber-ser), baseada numa cultura institucional centrada na confiança e na cooperação. Os promotores e mediadores e agentes locais têm a oportunidade de interagirem entre si, já que estarão em funcionamento simultâneo várias oficinas/ laboratórios de experimentação.

iii) Agentes de coesão e animação territorial:
A partir do Projeto Pranchinha 23 a intervenção e a transformação social será percebida por via da Animação Territorial apoiando e facilitando processos de autoconhecimento e de consciencialização dos problemas e da necessidade de agir; medir e articular para a ação comum; gerar confiança; gerar autonomia e fomentar responsabilidade; criar espaços de comunicação; facilitar a emergência da intencionalidade da ação; identificar e mobilizar recursos; catalisar a ação em parceria com a AGECTA e a constituição de um “núcleo” de Agentes de Coesão, que de acordo com o seu perfil serão capazes de promover a cooperação e do diálogo e estabelecer parcerias entre os diferentes níveis de governação, organizações e a sociedade civil, que atuam no território, numa perspetiva intersectorial para a intervenção socioeconómica de base territorial.
Para além das oficinas laboratoriais, em utilização diária pelos agentes locais, a Pranchinha disponibilizará ainda, para utilização de todos eles, um outro conjunto de recursos tais como: Pc’s, impressoras multifunções, comunicações, sala de reuniões, espaço refeitório, etc. À operacionalização deste espaço está implícita uma dinâmica de sensibilização da sociedade para a importância da inovação social, funcionando igualmente como agente catalisador de sinergias entre os agentes económicos e parceiros sociais no sentido da colaboração e cooperação para a criação de redes, promovendo o desenvolvimento local e a coesão social e territorial.
Pela partilha de recursos num modelo integrado de governança colaborativa, mais flexível e proactivo, cooperando na base da confiança, com a premissa que nenhuma organização sobrevive isoladamente.


Contactos:

CoDeP – Conceção e desenvolvimento de projetos
Rua da Pranchinha, 23 – São Pedro – 9500 – 331 Ponta Delgada
Telefone: 296 384 221
E-mail: codep@kairos-acores.pt

Localização:

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