Quem Somos

O INÍCIO

A Kairós - Cooperativa de Incubação de Iniciativas de Economia Solidária CRL nasce no dia 3 de Novembro de 1995, como resultado do trabalho de intervenção social, de luta contra a pobreza e exclusão social, protagonizado pelo movimento associativo dos Centros Sociais Paroquiais da Relva, São José, Matriz, São Pedro, Fajã de Baixo, Ribeira Quente e Salga. No entanto, é no dia 17 de Janeiro de 1996 que assume personalidade jurídica como entidade Cooperativa. Obteve o estatuto de Utilidade Pública no dia 16 de Julho de 1996 e é reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) no dia 29 de Novembro de 2000.
Tem como base a preocupação pela prevenção e reabilitação de pessoas que se encontram em risco de pobreza e exclusão social e uma ideia subjacente que assenta na conceção de que a integração social passa predominantemente pela integração económica.

MISSÃO

Desenvolver atividades com vista à incubação de iniciativas de economia solidária sob a forma de empresas de inserção social, cooperativas, redes colaborativas de produção e comercialização, redes de apoio mútuo e reciprocidade e respostas de economia social e solidária, intervindo de uma forma sistémica e integrada junto das pessoas em risco de pobreza e exclusão social, promovendo caminhos alternativos para igualdade de oportunidades e aumentando as suas competências de empregabilidade e de integração social, de autonomia e de exercício pleno da cidadania.

VISÃO

Contribuir para o desenvolvimento de metodologias/práticas inovadores de intervenção social, que permitam a prevenção e o combate à pobreza e exclusão social, consonantes com uma integração social alicerçada na integração económica, com vista à obtenção de um rendimento potencialmente suficiente para uma vida autónoma.

OBJETIVOS

- Contribuir para o desenvolvimento integral de pessoas de todas as idades, em especial crianças, jovens e mulheres, que se encontram em situação de desfavorecimento;

- Intervir a favor da promoção humana numa linha de opção pelos mais pobres e excluídos socialmente, ativando as próprias pessoas a serem protagonistas da sua valorização;

- Apoiar espaços alternativos de educação, formação, integração socioprofissional e de incubação de iniciativas de economia solidária que integram pessoas socialmente desfavorecidas;

- Intervir socialmente tendo por base, não o assistencialismo, mas sim a negociação permanente e a participação das pessoas em situação de exclusão na definição dos objetivos e planos de ação, incidindo na preservação da sua identidade comunitária e na assunção plena dos seus direitos sociais ao nível da habitação, educação, formação, emprego e desenvolvimento pessoal e social;

- Procurar uma melhor e maior intervenção da sociedade civil na resolução dos problemas locais, agindo sobre os processos de autonomia, democratização e capacitação para o exercício de uma cidadania ativa;

- Intervir na comunidade colaborando na realização de projetos de desenvolvimento local e coesão territorial que promovam a emergência de iniciativas empresariais de base comunitária, apoiando a mobilização de todos os recursos locais públicos e privados, tendo por suporte os princípios da economia solidária.

PÚBLICOS E CONTEXTOS INTERVENCIONADOS

A intervenção socioeconómica da Cooperativa abrange um público e contextos vivenciais diversificados, com prioridade designadamente para: - Crianças dos 0 aos 15 anos numa perspetiva de promoção do desenvolvimento integral e da pluralidade das suas aprendizagens;

- Jovens dos 15 aos 23 anos em situação de rutura escolar e/ou familiar e jovens dos 12 aos 25 anos com medidas de promoção e proteção e/ou do foro da justiça;

- Adultos em situação de exclusão social, por vezes intervencionados pelos sistemas de ação social, saúde mental, proteção e justiça. (ex.: reclusos, portadores de deficiência, portadores de doença mental, desempregados, entre outros);

- Comunidades urbanas e rurais em risco de desintegração por fatores relacionados com desemprego juvenil e/ou longa duração, migração, envelhecimento, desertificação, problemáticas socias marginais, abandono dos serviços públicos e afastamento de associações e empresas privadas.

Dada a complexidade destes públicos, a intervenção faz-se numa abordagem sistémica procurando-se responder articuladamente à multiplicidade dos problemas diagnosticados. Neste contexto, a intervenção passa necessariamente pela capacitação e formação de competências específicas e genéricas, não fosse a Kairós uma entidade de cariz social e educativo, como está previsto nos seus estatutos, desenvolvendo prioritariamente a sua atividade junto de públicos crianças, jovens e adultos em situação de risco de pobreza e exclusão social.

FORMAÇÃO E INTEGRAÇÃO LABORAL

A Kairós tem, inerente à sua missão, a capacitação e qualificação pessoal, social e profissional como vetor fundamental da igualdade de oportunidades. Neste sentido, no âmbito da sua vasta experiência de formação e integração pelo trabalho, expressa nas áreas de atuação (Portaria n.º 256/2005 de 16 de Março) da Alfabetização, do Desenvolvimento Pessoal e Social, da Formação de Formadores, das Ciências Sociais e do Comportamento, da Informática na ótica do utilizador e das Indústrias e Serviços, tem vindo a desenvolver ao longo destes últimos anos cursos de educação e formação para jovens, cursos de educação e formação de adultos, cursos profissionais e cursos de qualificação para a melhoria da empregabilidade.
Por esta razão, e afirmando a qualificação como prioritária, criou um processo especializado e certificado de organização de capacitação para a empregabilidade, formação profissional e de apoio à integração no local de trabalho, realizando cursos de curta e longa duração, em regime laboral e pós-laboral, dirigidos preferencialmente a jovens e adultos em situação de risco de pobreza e exclusão social, mas também a técnicos da Cooperativa.

POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO

Desenvolve a sua ação no espaço alargado da Economia Social e Solidária, procurando inovar na criação e gestão de respostas da área da solidariedade e da ação social, intervindo em simultâneo de forma sistémica e integrada na comunidade, numa perspetiva de desenvolvimento local e de coesão territorial, diligenciando pela igualdade de oportunidades junto da população jovem e adulta em situação de elevado risco de pobreza e exclusão, aumentando as suas possibilidades de integração social, empregabilidade e autonomia, e de exercício pleno da cidadania.
Ocorre Economia Solidária, segundo a Kairós, quando a produção de bens e serviços, a criação de emprego, a distribuição de rendimentos, a satisfação de necessidades básicas, a geração de poupanças e a concretização de investimentos, articula os princípios económicos da reciprocidade (não equivalente), de mercado (no acesso para todos) e de redistribuição de recursos (através do Estado), na prossecução de um princípio de solidariedade e cooperação, como matriz nuclear da sua identidade (alternativo à economia dominante que se rege somente pelo princípio da competitividade), entendida de uma forma sistémica, porque implica a articulação concomitante com as dimensões do social, do educativo, do cultural, do ambiental, do territorial, do científico, do político e do ético, privilegiando a integração do cidadão em risco e o desenvolvimentos dos territórios onde se encontra presente.

As ações da Cooperativa inserem-se também no atual movimento de promoção do empreendedorismo inclusivo e do empreendedorismo social visto como um processo de criação das condições sociais necessárias e potenciadoras à emergência de projetos de desenvolvimento mediante a mobilização integral dos recursos existentes nas pessoas, organizações e nas comunidades.
Tendo em conta a pluralidade do nosso público-alvo promove uma diversidade de propostas que mobilizem todos os recursos pessoais, sociais e comunitários existentes nos contextos vivenciais de cada pessoa ou grupo de pessoas, estrategicamente desenvolvidos e adaptados às reais necessidades de cada um, tendo como meta a aquisição de competências escolares, profissionais e relacionais que promovam a integração social de forma o mais autónoma possível.
A implementação de parcerias potencializa a possibilidade de uma intervenção sistémica e de partilha de responsabilidades sociais numa perspetiva de contribuição para o sucesso.

ORGANOGRAMA

A estrutura organizativa, abaixo representada, procura refletir uma cooperativa com um sistema de funcionamento em rede, procurando a articulação de todas as suas valências. Pretende-se com esta organização que a missão da cooperativa e suas respostas junto da comunidade se afirme como uma entidade única, identificando-a com uma cultura colaborativa, democrática e solidária.


ORGÃOS SOCIAIS:

Conselho de Administração:
Presidente: Artur Filipe veiga Martins
Vice-Presidente: João Manuel Cosme Calisto Pimentel
Vogal: Filipe Alexandre Rezendes do Couto Garcia Pacheco
Vogal suplente: Paula Margarida Correia da Silva


Conselho Fiscal:
Presidente: Maria Cremilde Morgado Tapia
Vogal: Ana Isabel Ferreira Martins


Assembleia Geral:
Presidente: Fernando Jorge Afonso Diogo
Vice-Presidente: José de Medeiros Constança
Secretário: Carmen Diana Carvalhal Diegues